Tive recentemente a oportunidade e o tempo para duas sessões de cinema. Um dia em que uma experiência foi o 8 e outra o 80… como é minha primeira vez escrevendo para o nosso blog escolhi o 80 para iniciar e em outro momento falo do 8.

 

Nos cinemas, e com boa repercussão, o indicado para 14 estatuetas La La Land Cantando Estações é um grande filme e merecedor de tanta atenção. O filme tem o roteiro e direção assinados por Damien Chazelle do tenso Wiplash, que nesse novo longa traz mais a lembrança de outros tempos de Hollywood em um roteiro de uma beleza ímpar, atingindo um resultado vibrante e sensível da intensa busca dos protagonistas para realização dos seus sonhos. Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling), mostram uma excelente sinergia como casal e constroem uma relação de encher os olhos. Ela uma aspirante a atriz e roteirista e ele um músico que quer manter e despertar o interesse pelo jazz em seus ouvintes.

 

A trama mexe bastante com a auto estima e relembra antigas produções em momentos que o enredo se mistura com uma canção repleta de boas coreografia,s em especial pelas cenas de sapateado dos protagonistas. A apresentação dos personagens e a sequência de filmagem é muito bem feita e reforça a qualidade de um roteiro bem construído, com uma pegada bastante emocional e em alguns momentos poética. O filme que passa durante as estações do ano tem seu clímax no outono e deixo a dica para prestarem a atenção na interpretação e na canção cantada solo por Mia.

 

Esse filme deverá agradar bastante a academia e não será surpresa se levar uma boa quantidade das indicações que recebeu. Pois tem muita nostalgia envolvida e uma visível paixão pela expressão artística da dança, música e representação. Estou certo de que os atores captaram bem essa paixão e deixaram essa marca muito clara em seus personagens.

 

Acompanharei na torcida para que o filme tenha um bom resultado. Num período cinematográfico de romances rasos, La La land alcança um outro ponto e concede uma obra obrigatória, sensível e emocionada que se embarcada de peito aberto deixará um nó na garganta de seus espectadores.

 

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