Crítica de filmes

A Cura (2017)

Bem vindos a mais uma das minhas impressões cinematográficas. Dessa vez pisando num território perigoso e que foge da minha alçada… o “terror”. Esse gênero não me atrai e o trailer entrega muito pouco dessa faceta e parece mais um filme de suspense o que no fim realmente é.

Gore Verbinski, diretor de “O Chamado”, “Piratas do Caribe” e “O Cavaleiro Solitário” é o responsável por esse título, o filme tem boa fotografia, um ritmo e encaminhamento fraco e atuações aceitáveis. Na história conhecemos Lockhart (Dane DeHaan) um jovem executivo que assume posição numa grande empresa. A pedido da cúpula ele deve seguir para a Suíça atrás de um dos sócios, necessário para uma fusão importante que pretendem fazer. Nos Alpes suíços Lockhart chega a uma mansão procurada por idosos milionários atrás de sua água vinda de fontes milagrosas, prometendo aos hospedado a cura.

Devo dizer que quando me deparei com o trailer desse filme, fiquei interessado em assistir e peguei a sessão logo na primeira semana. Fui passado para traz no que esperava desse filme, contava com outro tipo de história e uma elaboração muito menos fantasiosa do que a apresentada. Por um bom tempo fui lembrando de a Ilha do Medo e pensando que a coisa seguiria para o mesmo rumo e sim, chegamos no mesmo clímax. Só que o filme tem pelo menos 1 hora a mais em que segue para um final bobo.

Durante toda a trajetória do longa acompanhamos a evolução de um personagem que começa bem, pois parece esperto e isso nos motiva a acreditar que essa esperteza será bem utilizada para a solução da trama, porém existem situações em que nos perguntamos qual seria a dificuldade daquele jovem em fazer uma escolha minimamente sensata? Incapaz disso o personagem nos força essa indagação a cada minuto e o filme, por sua vez, nos explica tudo. Sendo assim logo após aquele clímax em poucos minutos já sabemos o que está acontecendo, mas temos um bom tempo até que o desfecho realmente aconteça. Confesso que não sei porque fiquei tão impressionado com isso, já que “O Cavaleiro Solitário” sofre de um problema muito parecido.

Dane DeHaan vai bem com o que lhe é entregue, no início esperava um personagem com mais profundidade e alguns elementos vão aparecendo, mas não são aproveitados e não fazem qualquer diferença para a trama. Mia Goth é a responsável pelo papel mais sinistro e tem boa expressão para ele. Minha grande expectativa estava em Jason Isaacs que teve um papel de destaque em o Patriota e o cara era o bicho da goiaba… nesse filme ele não entrega uma boa atuação o que me fez pensar que ele consegue ser apenas o tipo mau e seus limites o impossibilitam de transitar entre gentileza e loucura.

O filme não se apresenta como um bom suspense devido suas falhas de roteiro e não o classificaria como terror. Elogiei sua fotografia, afinal é gravado nos Alpes Suíços e tem excelentes imagens das paisagens do lugar e é eficiente em apresentar o estado doentio dos seus personagens. Seu ritmo é lento e em dado momento começa a se tornar previsível.

Para meu gosto, Veribinski errou a mão mais uma vez e foi pesadamente no roteiro atingindo como resultado um filme passável até para os fãs do gênero.

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