Kong: A Ilha da Caveira pareceu-me, inicialmente, um daqueles filmes bomba: bom elenco, mas uma história vazia sustentada por ação contínua e bons efeitos especiais. Eu estava errado: a ação não é contínua, tendo grandes hiatos aborrecidos, e os efeitos deixam a desejar em vários momentos. A história é mesmo fraquinha, e os personagens, em sua maioria, são desprovidos de desenvolvimento e profundidade – o Preston Packard (Samuel Jackson) e o Hank (John C. Reilly) são os que ganham alguma cara de pessoas reais; os demais ou são carne pro moedor ou carinhas bonitas para quem devemos torcer (eu torcia para os monstros); e é triste ver o John Goodman desperdiçado.

 

No entanto, apesar dos pesares, o Kong não é um filme de todo ruim – há boas cenas e falas, e na maior parte eu fiquei entretido o suficiente. É um daqueles legítimos representantes dos filmes de ação de pouco conteúdo, só que estes, muitas vezes, compensam a lacuna de um bom roteiro, com adrenalina aos borbotões e personagens memoráveis. Infelizmente o Kong peca nisto. Ao menos o King Kong aparece um bom tanto no filme, diferente do Godzilla, no filme homônimo (e com quem o Kong dividirá tela num filme futuro).

 

Assim, o resultado final é a sensação de um grande potencial desperdiçado, considerando o tanto de talentos envolvidos, porém, dá para divertir-se.

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