Olá, hamburgueiros! Devido a uma situação de direitos, apenas agora, após uma década de filmes desenvolvendo e ampliando o Universo Marvel, chega o primeiro filme solo da propriedade Top 2 da Marvel: o Homem-Aranha. Curiosamente, o outro membro do Top 2, os X-Men, como o Homem-Aranha até pouco tempo, também não faz parte do Universo Cinemático Marvel. Isso porque, sim, houve um tempo em que direitos de filmes de super-heróis eram vendidos à preço de banana (se comparado à atualmente). Então calhou dos direitos dos X-Men estarem com a Fox e do Homem-Aranha com a Sony quando a Disney e a Marvel começaram sua união profana. E apesar da Sony ter feito um filme bom (Homem-Aranha), um filme ótimo (Homem-Aranha 2), no geral o aproveitamento do personagem ficou aquém do esperado, principalmente após o reboot ocorrido pouco anos depois, com o Andrew Garfield como o cabeça de teia. O gosto não era tão ruim quanto o dos filmes do Quarteto Fantástico, mas ainda era amargo, principalmente na boca dos executivos da Marvel, vendo uma de suas maiores licenças tão perto e tão longe, sentindo os rios de dinheiros passarem, mas sem poder darem um pulo neles. Isso “acabou” como o empréstimo do uso do personagem, e agora temos o Homem-Aranha: De Volta ao Lar (um título mais elegante no original, porém ainda um tapa de luva de pelica que diz “ele é nosso” à Sony). E como ficou o novo filme do amigão da vizinhança?

 

Em relação aos atores os quatro principais são: o Tom Holland (Peter Parker/Homem-Aranha), Michael Keaton (Adrian Toomes/Abutre), o Jacob Batalon (Ned) e a Zendaya (Michelle). Somente a Michelle é “suficiente”. O Keaton traz seu carisma alucinado característico ao papel, conseguindo, com a facilidade usual, passar aquela imagem de perigo e ameaça constantes – é o que o Keaton faz bem; e me diverte pensar que, até um pouco devido à roupa escura, à ave da rapina, que o embate é mesmo um pouco Batman vs Homem-Aranha! Em todo caso, o destaque mesmo fica para a dupla Ned e Peter. Ambos estão excelentes em suas interpretações – o Ned como um amigo leal, parceiro “no crime”, inteligente, mas também emotivo e ansioso, como muitos adolescentes são; e o Peter Parker, logo de cara, vê-se que está coerente como as versões mais jovens do personagem nos quadrinhos – é um rapaz impressionado, deslumbrado com aquele mundo de heróis e com as coisas com as quais está envolvido, mesmo que indiretamente. O Tom Holland foi uma escolha excelente para incorporar o Peter Parker, trazendo juventude, animação e agilidade ao personagem, e deixando mais tridimensional com suas dúvidas, receios e segredos. O elenco de apoio – Marisa Tomei (May Parker), Robert Downey Jr. (Tony Stark) e Jon Fraveau (Happy Hogan) estão todos bem, com estes dois últimos fazendo o já esperado, e a Marisa aparecendo pouco.

 

O roteiro, felizmente e graças ao céus heroicos, não é focado na origem do Homem-Aranha. É, de certa forma, um reboot em relação aos filmes da Sony, porém a história não perde quase tempo algum mostrando como o incidente com a aranha radioativa deu poderes ao Peter, nem como ele descobriu seus poderes e aprendeu a usá-los – ainda que, de certa forma, isso ocorra, com o Peter aprendendo a usar seu novo traje. É refrescante que o roteiro, mesmo sendo a estreia (quase) solo do personagem, vá direto à ação, entendendo que, tal qual com outros ícones entre os super-heróis, a origem do personagem já faz parte do consciente coletivo – poucos realmente precisam aprender que o Superman veio de Krypton ou a morte dos pais do Bruce Wayne. Os diálogos são mais focados no humor, sendo esse filme definitivamente o mais próximo da comédia entre os filmes da Marvel (superando o Guardiões da Galáxia nesse sentido; o Deadpool é mais paródia que cômico). Ademais as escolhas são bastante assépticas: a violência é bastante contida para os padrões do gênero; o vilão é menos genocida; as situações ocorridas envolvem menos vida e morte. É um filme bastante leve, ao ponto que o Homem-Aranha apanha uma sequência para estar completamente sem marcas na cena seguinte. O foco do roteiro é divertir e manter-se veloz, sendo, sem dúvida, o mais amigável às crianças e teens. Há partes que me incomodaram, principalmente envolvendo causa e efeito de certas ações do Homem-Aranha, e reações a certas situações, mas não vou me aprofundar para não dar spoilers.

 

Agora, o principal acaba sendo a ação, e ela vem aos baldes. O filme já inicia dinâmico, com uma ótima cena envolvendo gravações por celular, e o ritmo mantém-se dessa maneira pela maior parte da história. Há momentos (às vezes um tanto longos) de pausa para respirar, principalmente quando a vida adolescente normal do Peter vem ao primeiro plano, mas mesmo ali, o segredo que ele carrega, e suas interações com os outros e com seu melhor amigo, o Ned, deixam as situações animadas. Há cenas ótimas espalhadas por todo o filme, como a montagem de um dia de vigilantismo do Homem-Aranha, à uma excelente que ocorre num galpão. Em todo caso, o Homem-Aranha: De Volta ao Lar não busca atingir a audiência com destruição épica nem com o destino do mundo/cidade por um fio nas mãos do herói, ou mesmo tem-se alto nível de perigo e brutalidade nos embates. Isso pode deixar uma impressão, principalmente nos adultos e aqueles que vão ao cinema mais na busca de cenas de ação impactantes e drama, de o filme deixar um certo vazio nessa área.

 

No fim, o Homem-Aranha: De Volta ao Lar traz o herói a um de seus rumos (o do amigão da vizinhança divertido e falante), obtendo sucesso em criar um filme leve, agradável e engraçado, mais focado na diversão da audiência do que em causar impacto. As risadas no cinema eram constantes, contudo falta ao filme um toque mais dramático, de mais intensidade, onde possamos realmente temer pelo sucesso do herói e daqueles que ele defende – sem essa tensão, essa preocupação, o clímax e as resoluções perdem efeito. Há outros problemas De qualquer forma, o filho pródigo certamente teve uma boa volta para a casa.

  1. Amei esse filme pela boa história e pelos personagens que teve. Eu sou um fã de Marvel, e amei ver o Homem de Ferro no filme também. Acho que foi uma ideia excelente que eles o mostraram o personagem desde o trailer Homem Aranha de Volta ao Lar. Além dele, acho que Tom Holland e Michael Keaton foram uma parte importante do excelente filme. Sendo sincero eu acho que a atuação do personagem principal é extraordinária. Cuida todos os detalhes e como resultado tem um grande filme! Realmente vale a pena todo o trabalho que os personagens fizeram, cada detalhe faz que seja um grande filme. De verdade, adorei.

  2. Excelente filme, desfrutei muito. Este filme é um dos melhores do gênero de ação que estreou o ano passado. É impossível não se deixar levar pelo ritmo da historia. Em https://br.hbomax.tv/movie/TTL611598/Homemaranha–De-Volta-Ao-Lar encontrei mais informação sobre o grande elenco do filme, quem fez possível a empatia com os seus personagens em cada uma das situações. Na minha opinião Tom Holland é o primeiro Peter Parker do cinema que realmente parece um adolescente. Sem dúvida a veria novamente.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>